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Romance • História alternativa

O Brasil que ainda não existia

Romance de uma utopia socialista

Uma história sobre terra, trabalho, democracia e o futuro que ainda podemos imaginar. De uma sala de aula no Recife em 2028 a uma Belém sem luz em 2054, três vidas atravessam o país que ousou escrever a página que faltava.

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Capa do livro O Brasil Que Ainda Não Existia

“E se um Brasil socialista radical conseguisse prosperar sem abrir mão da democracia?”

Este não é um panfleto nem uma previsão. É um romance sobre uma pergunta — contado por pessoas comuns que discordam, erram, brigam à mesa do jantar e, mesmo assim, continuam construindo um país juntas.

A história

Vinte e seis anos de um país em construção

Em 2034, uma coalizão de sindicatos, movimentos do campo, associações de bairro e cientistas — a Aliança do Comum — vence uma eleição que ninguém achava possível.

O que vem depois não é um paraíso. É reforma agrária e fazendas ocupadas, a jornada que encolhe e as horas que voltam para as famílias, a floresta que ganha voz, enchentes, a falta de arroz nas prateleiras — e, por fim, a prova mais difícil de todas: perder uma eleição e entregar o poder em paz.

Um romance que leva a sério tanto o sonho quanto o preço de cada promessa.

2028 · RecifeUma professora ouve de um aluno: “Então estava faltando uma página.”
2034 · São PauloA eleição improvável da Aliança do Comum.
2047 · BrasilO dia em que faltou arroz — e a utopia pareceu frágil como um copo.
2050 · UrnasA eleição que a utopia perdeu.
2054 · BelémÀs seis e onze da manhã, os ventiladores pararam.
Leia um trecho

Comece pelo prólogo

Prólogo

O dia do silêncio

Belém, 2054.

Às seis e onze da manhã, os ventiladores pararam.

A cidade não estava acostumada ao silêncio. Mesmo de madrugada, os bondes elétricos faziam seu assobio na curva da avenida, as barcas cruzavam a baía e as oficinas de reparo começavam antes do sol. Mas naquela segunda-feira tudo pareceu suspenso por um fio.

Ninguém correu às janelas.

O curioso, pensou Elisa Prado, era que antigamente um apagão sempre começava por um grito.

Agora começou por uma mensagem em papel. Um menino de colete amarelo bateu de porta em porta com a notícia de que a enchente da noite anterior danificara uma subestação…

Personagens

Gente comum no centro da história

Elisa Prado

Professora de história

Guarda um caderno vermelho com uma frase da mãe: “Um país só acaba quando se acostuma a perder gente.”

Mateus Lima

Técnico de manutenção

Desconfia de qualquer político que prometa consertar o país antes do almoço. Só confia no que dá para apertar com parafuso.

Iara Nascimento

Engenheira ambiental

Estuda os rios do Pará e uma velha cadeia de desastres: decisões concentradas e a crença de que a natureza só existe para ser extraída.

Marília Sá

Candidata da Aliança

Economista e organizadora de cooperativas, à esquerda de quase todos os partidos — e defensora intransigente das eleições.

Sumário

O que você vai ler

  1. PO dia do silêncio
  2. 01A terra depois da liberdade
  3. 02A eleição improvável
  4. 03O preço da primeira manhã
  5. 04A fazenda e o mapa
  6. 05O mapa das portas
  7. 06As horas que voltaram
  8. 07A floresta tem voz
  9. 08A liberdade dos adversários
  10. 09O dia em que faltou arroz
  11. 10A eleição que a utopia perdeu
  12. 11O que se ensina às crianças
  13. EA página que faltava
  14. +Nota histórica: o que é fato e o que é ficção
Ficção com raízes reais

Fato ou ficção?

O romance parte da história real do Brasil e só depois diverge para o futuro imaginado. No final do livro, uma nota histórica separa com clareza o que é documentado do que é invenção literária — com lista de fontes.

História real

  • 1888 — A Lei Áurea e a página que ela não escreveu
  • 1964 — O golpe e os anos de ditadura
  • 1985 — O fim do regime militar
  • As greves do ABC e as Diretas Já
  • 1988 — A Constituição e a criação do SUS

Futuro inventado

  • A eleição presidencial de 2034
  • A Aliança do Comum e seus governos
  • As enchentes de 2042 e a crise do arroz
  • A posse pacífica da oposição em 2051
  • Belém, 2054: o apagão que abre o livro
Para quem é

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Perguntas frequentes

O livro é físico ou digital?

É um e-book em PDF. Você recebe o acesso no e-mail logo após a confirmação do pagamento.

Em quais aparelhos posso ler?

Em qualquer um que abra PDF: celular, tablet, computador ou Kindle.

É um livro de não-ficção ou uma previsão política?

Não. É um romance de história alternativa. Os fatos anteriores ao ponto de divergência — abolição, ditadura, Constituição de 1988 — são reais; tudo a partir de 2034 é ficção. A nota histórica no final separa um do outro.

Preciso concordar com o socialismo para gostar?

Não. O livro mostra conquistas, mas também erros, crises de abastecimento, adversários com voz própria e uma derrota eleitoral. É uma história para pensar, não para concordar.

Quanto tempo leva para ler?

O livro tem 34 páginas — dá para ler em uma ou duas noites.

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